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Câncer de Pulmão

Câncer de Pulmão 2017-09-26T16:05:09+00:00

Definição

O câncer de pulmão representa um crescimento exacerbado de células da árvore respiratória, que adquirem a capacidade de proliferação e imortalidade. Estas células formam um tumor pulmonar (lesão principal), mas podem também entrar na circulação e dar origem a tumores em linfonodos e em outros órgãos (metástases).

O câncer de pulmão está entre os tipos de câncer mais frequentes em todo o mundo e representa a principal causa de morte por câncer, tanto em homens quanto em mulheres. A incidência é geralmente maior entre homens, da magnitude de 2 a 9 vezes.

Entretanto, a incidência vem aumentando entre mulheres, enquanto se mantém estável entre homens, o que reflete o crescente hábito de fumar entre mulheres. Estima-se que mais de 1 milhão de pessoas morram de câncer de pulmão a cada ano e, exceto surjam medidas eficazes de prevenção, são projetadas mais de 2,2 milhões de mortes-ano para o ano de 2030.

A importância do controle do tabagismo e das campanhas de controle de câncer é óbvia e estas são fontes crescentes de investimentos em pesquisa.

No Brasil, foram estimados 17810 novos casos entre homens e 9460 casos entre mulheres em 2008.
Esses valores correspondem a um risco estimado de 19 casos novos a cada 100 mil homens e de 10 para cada 100 mil mulheres.

O tabagismo está envolvido em 80% a 90% dos casos de câncer de pulmão.

O risco estimado é 20 a 30 vezes maior entre tabagistas em relação àqueles que não fumam.

O abandono do hábito leva à redução do risco em um período médio de 7 anos, porém este risco nunca se iguala ao da população não-fumante e cerca de metade dos casos de câncer de pulmão vai se desenvolver em ex-fumantes.

Esta afirmativa justifica a necessidade de se evitar o início do hábito entre jovens. Sugere-se também que 25% dos casos de câncer de pulmão entre não-fumantes estejam relacionados ao tabagismo passivo.

Outros fatores de risco relacionados são a história familiar e a exposição ambiental ou ocupacional a asbesto e a poluição.

Os sintomas mais frequentes ao diagnóstico de câncer de pulmão são tosse e hemoptise (escarro com sangue).

Além destes, febre, perda de peso, pneumonia de repetição e falta de ar podem estar presentes.

O surgimento destes sintomas, especialmente entre fumantes, pode levar o médico assistente a solicitar exames de imagem do tórax, seja raio-X ou tomografia computadorizada.

Eventualmente, o câncer de pulmão pode ser descoberto incidentalmente a partir de exames de imagem solicitados em pacientes assintomáticos ou para estudo de outras doenças.

Para se estabelecer o diagnóstico de câncer de pulmão, é necessária a confirmação pelo patologista.

O patologista vai examinar o material coletado do paciente ao microscópio à procura de células malignas compatíveis com o diagnóstico.

O material poderá ser o escarro (quando possível), lavado, aspirado ou biópsia do pulmão coletados através de endoscopia pulmonar (broncoscopia), punção pulmonar direta com agulha fina e cirurgia.

Além de dar o diagnóstico de câncer de pulmão, o patologista fornece outra informação valiosa para o médico assistente: o tipo de câncer de pulmão.

Em outras palavras, o câncer de pulmão pode ser do tipo pequenas células ou do tipo não-pequenas células.

Esta diferenciação é essencial, pois o tratamento é diferente para estas duas entidades.

Após o diagnóstico e a classificação do câncer de pulmão, o médico assistente passa para o estadiamento da doença, ou seja, verificar a extensão da doença.

Para isso, geralmente são pedidos exames complementares, como exames laboratoriais e exames de imagem direcionados ao tórax, abdome e, eventualmente, para o crânio e ossos.

O objetivo destes exames é determinar o tipo ideal de tratamento para aquele determinado paciente.

Os pilares do tratamento do câncer de pulmão são a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia.

É fundamental para isso a integração entre o cirurgião torácico, o oncologista e o radioterapeuta, afim de se determinar a melhor opção terapêutica e evitar os procedimentos desnecessários.

A terapia com alvo molecular é uma nova estratégia, que representa um avanço importante no tratamento dos pacientes com câncer de pulmão.

Tratam-se de drogas oferecidas por via intravenosa ou em formato de comprimidos e são utilizadas como complemento à quimioterapia e, em algumas ocasiões, são capazes de substituir a quimioterapia tradicional.

O prognóstico do câncer de pulmão dependerá da extensão da doença ao diagnóstico e da presença de co-morbidades, ou seja, doenças associadas.

O crescente aprimoramento das técnicas cirúrgicas, bem como o advento do tratamento com quimioterapia são medidas que aumentam a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes.

O conhecimento molecular também trouxe ganho, uma vez que hoje dispomos de terapias-alvo, com drogas inteligentes direcionadas contra o tumor, que poupam os pacientes dos efeitos adversos da quimioterapia.

Ademais, a radioterapia ganhou papel importante no tratamento destes pacientes, sendo uma possibilidade de controle ao longo prazo da doença em situações em que a cirurgia pouco poderia ajudar.

O câncer de pulmão representa a neoplasia com maior potencial de prevenção, visto sua relação intrínseca com o tabagismo.

As campanhas voltadas a reduzir a incidência de fumantes, principalmente entre mulheres e jovens, são prioritárias e merecem forte apoio da população.