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Câncer de Estômago

Câncer de Estômago 2017-09-26T16:24:14+00:00

Definição

O estômago é um órgão que faz parte do aparelho digestivo. O alimento caminha da boca para o estômago, passando pelo esôfago. No estômago o alimento se torna líquido e é levado por movimentos da parede do próprio órgão em direção ao intestino.

O estômago é composto de cinco camadas. A camada interna em contato com o alimento é chamada de mucosa, já a mais externa (que reveste o órgão) é chamada de serosa. As outras camadas são chamadas de submucosa, muscular e subserosa.

Os tumores de estômago geralmente começam na camada mucosa e eventualmente invadem as outras.

Estimam-se cerca de 20 mil novos casos de câncer do estômago para o Brasil no ano de 2012, com aproximadamente 65% dos casos ocorrendo em homens e 35% em mulheres.

O risco estimado é de 13 casos para cada 100 mil homens e 7 casos a cada 100 mil mulheres.

O câncer de estômago é o segundo mais frequente em homens no Norte e Nordeste e o quarto no Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Não se sabe a exata causa do câncer de estômago. Pessoas com determinados fatores de risco são mais propensas a desenvolver a doença. Alguns fatores de risco que estão comumente envolvidos no aparecimento do câncer de estômago podem ser: infecção pela bactéria Helicobacter Pylori, inflamação crônica do estômago (como acontece na anemia perniciosa), consumo de cigarro, histórico a familiar de câncer de estômago, dieta rica em alimentos defumados, salgados e condimentados, falta de atividade física e obesidade.

O câncer de estômago inicial pode não apresentar sintomas.

Conforme o tumor começa a crescer, os sintomas mais frequentes são: desconforto ou dor na região do estômago (acima do umbigo), dificuldade em engolir, náuseas e vômitos, perda de peso, sensação de má digestão, sangue nas fezes ou vômitos com sangue.

O seu médico irá conduzir uma investigação diagnóstica para saber se seus sintomas podem ser, ou não, um câncer de estômago.

Não é incomum encaminhar o paciente para um especialista (gastroenterologista) para conduzir a investigação. A

Alguns exames comumente realizados são um exame físico minucioso, uma endoscopia digestiva alta (passagem de um aparelho para visualização do órgão) e uma biópsia, caso haja alguma lesão suspeita.

O exame histopatológico da biópsia do estômago permite classificar o tipo de câncer.
Também é importante saber a profundidade da lesão (se compromete apenas a mucosa ou outras camadas do estômago).

Após o diagnóstico e a classificação histológica do câncer estômago, é feito o estadiamento da doença, ou seja, verificar a extensão dela.

Para isso, geralmente são pedidos exames complementares, especialmente exames de imagem como RX tórax e TC de abdômen, US do estômago por via endoscópica e até mesmo uma laparoscopia (visualização da cavidade abdominal por meio de um aparelho especial).

O objetivo desses exames é determinar a extensão da doença e o tipo ideal de tratamento para aquele paciente.

O estadiamento do câncer do estômago utiliza os algarismos Romanos de 0 a IV, sendo que os menores algarismos representam os cânceres localizados e os maiores os cânceres avançados. O estágio 0 representa os tumores não invasivos do estômago.

Habitualmente o tratamento do câncer do estômago envolve uma equipe multiprofissional que inclui cirurgiões, oncologistas, radioterapeutas, entre outros profissionais médicos e não médicos.

O tratamento padrão habitual envolve diferentes opções de acordo com a extensão da doença. Não é infrequente a utilização de mais de uma modalidade de tratamento, cujas opções incluem cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

O tratamento é individualizado, portanto o que é melhor para um paciente pode não ser para outro.

O melhor tratamento para você depende do estágio do tumor e das condições gerais de saúde do paciente.

O prognóstico do câncer de estômago dependerá da extensão da doença no momento do diagnóstico, das características biológicas do tumor e das condições de saúde do paciente.

O prognóstico é muito bom para os tumores localizados e menor para a doença avançada ou metastática.

A prevenção primária do câncer de estômago se dá pela diminuição dos fatores de risco.

Dentre os fatores que podem ser alterados e diminuindo o risco temos a infecção pelo H. Pylori e o tabagismo.

Não existem evidências do benefício da adoção de dieta rica em frutas e verduras na redução do risco, nem indícios de benefícios do rastreamento em áreas de baixa incidência do câncer de estômago.

1. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Estimativas 2012: incidência de câncer no Brasil. Coordenação Geral de Ações Estratégicas, Coordenação de Prevenção e Vigilância. – Rio de Janeiro: Inca, 2011.

2. United States Department of Health and Human Services. National Institute of Health. What you need to know about: stomach cancer. National Cancer Institute, revised 2009.

3. National Cancer Institute (NCI) home page (http://cancer.gov/).